sábado, 11 de janeiro de 2014

Um mundo dentro de um mundo, transmissão telepática feita da Rússia pelo grupo X- 7

UM MUNDO DENTRO DE UM MUNDO, transmissão telepática feita da Rússia pelo grupo X- 7

 14 de maio de 1954

(...) Estamos unidos a vocês em intensa concentração. Gostaríamos de nos aprofundar mais no uso do que vocês chamam radiações de cor-som, suas reações e a resposta do mundo da forma a elas. Nestes momentos experiências variadas estão sendo feitas por todo o planeta e no éter que o rodeia. Nossa contribuição não é mais que uma pequena parte da totalidade, mas fazemo-la sabendo que ela traz um elemento vital para a missão que deve cumprir-se.

Nosso pensamento anterior baseava-se na propriedade de sustentação do azul; na realidade o azul é um composto de radiações que se manifesta em um grau específico, para formar o que descobrimos como a qualidade de sustentação. Existem muitas tonalidades e variedades de azul, e cada uma tem um significado distinto, segundo o grau de radiação. Mas agora estamos enfatizando a radiação básica, que é em si uma qualidade de harmonia e coesão das partículas de energia que compõem o mundo e o mantém em equilíbrio. O azul há de ser, pois a principal qualidade da existência e é por meio dela que a criação se mantém na forma.

Tentaremos definir esta tonalidade específica de azul: é como a cor do céu numa noite em que a luz das estrelas brilha mais; quando tudo está claro, puro, quieto e no entanto em eterno movimento. Também sabemos que esse azul pode ser mais profundo em algumas partes do globo e mais luminoso em outras; que as condições da atmosfera da Terra podem fazê-lo variar visualmente, entretanto, é o grau exato da radiação o que queremos examinar.

Se se pudesse tomar essa tonalidade peculiar e específica de azul e analisá-la, ver-se ia que contém num grau exato de radiação de uma qualidade específica e vida; que reflete a serenidade, imperturbável e permanente qualidade do Criador do Céu e da Terra. Caso fosse substituído o azul pelo vermelho, por exemplo, a Terra se desintegraria no mesmo instante.

21 de maio de 1954

(...) O olho do homem jamais contemplou o verdadeiro azul, que representa a força que o sustenta, apesar de haver respondido a elas, desde o azul mais radiante do céu no verão até o “azul que em inglês se refere a uma condição de depressão em aspectos distintos da mesma cor. Em um ele vê uma qualidade angelical de existência – que o ilumina e o faz feliz; em outro sente um profundo desalento, uma condição paralisante. Assim sendo, responde a distintas qualidades vibratórias dentro da mesma cor.

 Se sua mente tivesse sido  capaz de reconhecer as qualidades fundamentais na radiação que se descreve como azul, o homem responderia somente a uma qualidade forte, estável, serena, que o manteria nos níveis de consciência em que poderia manifestar um poder de sustentação. Já não estaria sujeito à exaltação em um momento, e à depressão em outro. Estaria sobre sua base de sustentação, mestre e senhor de todas as suas faculdades.

Esse é, pois o significado esotérico da cor conhecida como AZUL, a essência de sustentação da existência.
Vocês perguntam: “Porque que há tantas variações da mesma cor e quais são seus efeitos?”
Não podemos aprofundar-nos sobre as variações das cores, mas podemos adiantar que a aura de um ser que emite a radiação azul estabilizará as forças que a rodeiam e lhes proporcionará um equilíbrio vibratório, sustentando-as e fortalecendo-as e, assim, manifestando o poder inerente á radiação.

O pensamento que deve ser conscientizado e sobre o qual se deve meditar é que a radiação da cor-tom conhecida como azul é o fundamento de toda manifestação, a base ou a radiação que a sustenta; nela podemos estabilizar nossas vibrações para controlar qualquer manifestação surgida por meio do poder de nosso pensamento. (...)

14 de junho de 1954

Hoje queremos compartilhar com vocês outro aspecto das radiações de cor-tom.
Observamos que vocês usam a palavra “som” como equivalente básico da cor. Nós preferimos a palavra tom é aplicável tanto ao som quanto à cor. O som doce de um sino noturno emite uma radiação multicor. Cada tom tem variações em si mesmo. Dessa maneira, tom implica matizes de cor e som.

Uma vez encontrada a substancia sustentadora no interior da Luz, chegamos a conhecer muitas coisas que são ainda um mistério para a mente do ser humano. Encontramos uma base sobre a qual apoiar nossas descobertas: o conhecimento de que a substancia é inesgotável, sempre pronta para ser utilizada pelo homem no grau em que a reconheça e com o grau de radiação indicado pelas cores-tons. Portanto, se escolhemos um azul puro, límpido, como o do céu à noite, podemos amparar-nos em seu poder essencial de sustentação enquanto fazemos experimentos sobre a potencia imanente das radiações de cor-tom tal como se nos apresentam.

Vocês perguntam: “Por que se apresentam, com que razão e objetivo?”

Só podemos dizer que depois de uma solidão que foi como um pesadelo, depois de ter toda a comunicação cortada (ou assim nos parecer) com o mundo das formas, começamos a orar fervorosamente para que nos fosse dada uma razão para estarmos sepultados. Qual era o objetivo? Havia Deus abandonado seus fiéis servidores? Teríamos de permanecer na escuridão pelo resto de nossa existência mortal, sem poder servi-Lo? Tínhamos de ser espancados e chutados, crucificados até a beira da morte sem poder defender-nos de maneira alguma?

Após uma tortura indescritível chegou a resposta – não como esperávamos, mas por meio de uma luz que apareceu num canto de nossa pequena gruta subterrânea. Primeiro era um tremeluzir mínimo, mas, depois, um raio azul claro, claro e brilhante. Rechaçamo-la, a princípio, crendo que fosse alucinação de mentes distorcidas. Mas todos a vimos, todos fomos levados a contemplá-la e a refletir sobre seu significado. Não tinha um brilho não-terreno, mas era claro e forte.

Após semanas de observação converteu-se em um símbolo, uma estrela de esperança, de um azul resplandecente que brilhava na escuridão como um farol a guiar nos para a frente.
Assim era o símbolo que nos foi dado e assim fomos preparados para o que viria. (...)
(....) Pensamento: Se o homem percebesse que a paz é uma qualidade imanente a mete de Deus – se percebesse que ela tem cor e tom em grau equilibrado e se irradia através dos éteres por intermédio de dedicados servidores, conhecidos como portadores da luz, para que possa ser absorvida como alguém, absorve o sol, pela receptividade a ele -, então o homem poria fim às suas tendências bélicas e se tornaria uno com a qualidade de paz presente na radiação.(...)

 20 de novembro de 1954

(...) Nossa morada subterrânea, que se estende muito além da conhecida pelos que nos encarceraram, foi sendo completamente iluminada por uma qualidade de luz azulada capaz de adotar uma ampla gama de tons segundo nossos pensamentos ou em resposta a nossas palavras. Isso parecia comprovar que induzíamos, por meio de nossas formas-pensamentos ou por nosso tom de voz, certos reflexos de luz, que só mudavam quando mudávamos a qualidade principal das projeções de nosso pensamento.

Por exemplo, o desespero ou os pensamentos sombrios e melancólicos levam consigo um colorido cinza-escuro pesado; as saudades do mundo externo, luzes verde-amarronzadas perturbadoras e muito inquietantes. Condições físicas de dor ou falta de descanso refletiam-se como uma luz sulfurosa que desprendia, além de cor, odor.

Se o tom de nossas vozes era débil, incerto, ou se falávamos de carência, de medo, de indecisão ou de qualquer qualidade diferente da representada pela fé, a atmosfera ao nosso redor produzia um zumbido muito irritante, sem harmonia nem ritmo.

27 de novembro de 1954

Os primeiros resultados de nossas descobertas eram negativos porque estávamos preparados somente para o negativo. Realizamos muitas experiências – e a maioria foi aparentemente prejudicial – antes de perceber que existia um imenso campo de pesquisa que nos poderia abrir e que de fato nos abriria novas perspectivas de vida.

A primeira vez que tomamos consciência de sermos os responsáveis pelas condições em que nos encontrávamos foi quando, depois de uma profunda prece e da disposição conjunta de melhorar nossa situação, nos encontramos iluminados por uma Presença, uma grande Presença cheia de cor, que começo a falar-nos. À medida que Ele o fazia podíamos ver
Suas radiações.

 Eram incrivelmente brilhantes; tanto que não podíamos olhá-las e nos ajoelhamos em nossa gruta escura tomados de reverência e com a premonição de que entravamos no Reino dos céus. Essa crença trouxe consigo a idéia de que estávamos a ponto de deixar para sempre nossos corpos físicos e fomos tomados pelo medo. Suplicamos que nos fosse permitido permanecer em nosso mundo material, por limitado que fosse, até que soubéssemos mais e pudéssemos ser úteis nele. A Presença novamente voltou e falou-nos. Disse-nos que no interior de cada um de nós estava o poder de superar a morte; que podíamos morar em corpos de Luz e levar essa Luz à humanidade, se estivéssemos dispostos a fazer o sacrifício.

Lembrou-nos que havia ido da cruz ao sepulcro, onde permanecera nas trevas, destituído de suas funções corpóreas. Depois nos disse que o Espírito, que Ele conhecia como o Ser Maior, Lhe falou e O admoestou, fazendo-O recordar que havia expulsado demônios, curados enfermos e devolvido a vista a cegos. Ia deixar que Seu poder permanecesse inativo porque não podia atuar com Sua forma física?

Grande prova era a Sua, já que por meio do poder da Palavra tinha de voltar a assumir a forma que havia sido lançada por terra pela assim chamada morte, e provar ao mundo que isso era possível. Começou então a utilizar esse poder, invocando deliberadamente os elementos que compunham o corpo físico. Ele conhecia o poder da Palavra, mas aquela era a prova suprema para Ele.

Continuou visitando-nos e dando-nos detalhes dessa profunda experiência. Ainda temíamos encarar o grande Mestre, mas em cada visita uma corrente de luz invadia-nos e tomávamos consciência de estar vendo uma infinidade de cores maravilhosas na escuridão, de estar ouvindo tons que despertavam e renovavam a vida celular em nosso interior; de que estávamos onde estávamos por um propósito e, até que este se cumprisse, não poderíamos partir.

3 de dezembro de 1954

Passou algum tempo antes que pudéssemos suportar o brilho proveniente de nosso Amado. O ritmo era tal que não podíamos deixar de ajoelhar-nos e muito menos podíamos olhar para a luz que vinha d’Ele. Mas sua doçura e o amor que nos chegava como uma força vital finalmente fortaleceram a vida celular da nossa alma-ser; e, à medida que nos expandíamos sob o resplendor, chegamos a contemplar Suas belas feições e a escutar Sua voz em meio à quietude.

Seu primeiro ensinamento foi o de que estávamos ali com um objetivo específico; de que havíamos sido escolhidos para essa experiência e de que Ele nos ajudaria a compreender as vidas que possibilitaram esta vida. Explicou-nos com palavras simples – em nossa língua – que tínhamos de tentar o que Ele havia conseguido há dois mil anos, para que o homem tivesse uma compreensão da Luz que lhe permitisse viver nela e expressar-se por meio dela.

 Disse-nos que Sua vida terrena, tal como é narrada no Novo Testamento, teve o propósito de preparar o homem para essa prova dois mil anos depois. Também nos disse que os registros do Novo Testamento eram  incompletos, parciais, mas que, como ele permaneceu, se convertera, através dos séculos, na Palavra para o homem.

Disse-nos ainda que jamais havia abandonado a Terra; que Sua Presença era conhecida por muitos e que aparecia em diversos lugares a fim de ajudar onde fosse necessário, revelando-se em plenitude aos que estavam prontos a buscá-Lo, e levando Sua radiação aos que ainda não podiam vê-Lo. Disse-nos que ao longo dos séculos, desde Sua aparição registrada, havíamos-Lhe servido de muitas maneiras, fazendo Seu trabalho como deveríamos mesmo fazer; que nossa prova era uma prova suprema, pois o que nos era pedido poderia destruir o corpo físico se não percebêssemos que, por maior que fosse a escuridão da Terra, vivíamos na Luz. Também nos disse que não teria podido manifestar-se a nós se não houvéssemos aceitado com fé a radiação que precedeu Sua vinda e que agora nosso trabalho nos seria assinalado dia a dia.

7 de janeiro de 1955

Depois que nosso Senhor e Mestre se apresentou a nós muitas vezes, acostumamo-nos às vibrações e à força resultante que não só iluminava nossa caverna como a enchia com um resplendor tão positivo que éramos transmutados a outro plano de atividade, tomando consciência de que realmente dávamos forma a várias manifestações dos poderes curativos e reconstituintes desse resplendor. Por exemplo, um dentre nós teve durante muito tempo umas chagas que pareciam incuráveis, mas, com as visitas do Mestre e a penetração das vibrações de cor-som em nossa escura morada, as chagas sararam e a pele voltou a ser pura e transparente.

Outro ficou cego e esteve vários dias na escuridão. A visão foi-lhe devolvida e juntos recebemos o batismo do Espírito Santo, que nos permitiu ver os planos internos e desenvolver nosso trabalho através deles. Muitas foram as transformações que ocorreram na mente e no corpo. Nossa vida emocional estabilizou-se e pudemos habitar os reinos internos sem esforço, levando adiante nossas descobertas com clareza e serenidade.

Com o tempo descobrimos como utilizar as substâncias solares e foi-nos permitido fazer experiências em áreas até então desconhecidas. Vimos que a vida das aves respondia com rapidez, tinha um ritmo vibrante. Treinamos pássaros de modo a responderem aos nossos experimentos. Alguns se converteram em mensageiros, levando o resplendor a nossos companheiros encarcerados na superfície. Outros enviamos para longe em missões misericordiosas, levando consigo a luz curadora.

Foram-nos mostrados imensos campos com árvores pequenas e raquíticas, e terrenos onde a vida não podia desenvolver-se. Cuidadosamente fizemos testes com a Substância Solar e obtivemos como resposta árvores verdes e totalmente crescidas, ervas, flores e uma vegetação até então desconhecida para nós. Esse campos de testes na superfície da Terra logo poderão ser revelados, para que os olhos humanos possam ver a transformação.

4 de fevereiro de 1955

(...) Foi um lento processo, em que não era possível medir o tempo; mas, antes que pudéssemos convencer nossa mente da verdade de que o homem é o criador de seu próprio mundo, tivemos de eliminar da consciência todas as idéias preconcebidas, tudo o que nos mantinha nos padrões do homem mundano, tudo o que nos ligava ao negativo, já que só o positivo respondia às qualidades de tom.(...)                                              

 Trechos extraídos do livro:

UM MUNDO DENTRO DE UM MUNDO, transmissão telepática feita da Rússia pelo grupo X- 7
GRUPO X- 7  - páginas.  30, 31, 32, 33, 34, 35, 43,44, 45, 46, 47, 48, 49.
Editora Pensamento  -    1994

OBS: Esse livro agora está sendo editado pela Irdin Editora por um  preço simbólico.

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